Cidade de Pindoretama ganha cervejaria
De acordo com pesquisa feita pela empresa, o cearense é “menos tradicionalista e está mais aberto às novas experiências”. De acordo com Lucas, o público alvo da CBBP será as classes A e B na faixa etária de 18 e 35 anos.
Para a instalação da planta fabril em Pindoretama, segundo o diretor executivo da empresa, João Carlos Santos Noronha, a companhia obteve do governo a isenção de 75% do crédito presumido do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI) e a doação do terreno de 20 hectares. A fábrica empregará cerca de 80 pessoas.
Além da pesquisa de perfil enfatizada pelos diretores, a qualidade da água também foi conferida em uma análise hidro-geológica, assim como o mercado consumidor, o qual, segundo Lucas, tem uma média crescente de consumo de cerveja (no Nordeste o crescimento foi de 20% ao ano) ao ano, o que favorece os objetivos da empresa.
Proposta
Ainda sem identidade visual do produto e sem a própria cerveja disponível para apresentação, a CBBP pretende entrar no mercado de pilsen premium. “A gente vai fazer uma cerveja superior, com qualidade premium, de qualidade artesanal, mas com produção industrial”, ressalta Lucas. O plano estratégico da empresa é de “começar com uma cerveja amada pelos brasileiros e depois lançar produtos diferenciados”. Com a construção da fábrica de Pindoretama finalizada, a expectativa é de que esteja funcionando em caráter experimental em dezembro deste ano e em janeiro já produza em porte industrial.
Inovação e sustentabilidade
Outro ponto enfatizado pelos diretores é a construção de um Beer Garden no mesmo local da fábrica, onde “as pessoas possam fazer visitas, degustar a bebida, ir para festas”. Segundo Lucas, seria a primeira cerveja no Brasil a investir em algo semelhante no País.
O consumo de água também é destaque. A fábrica usará 3,5 litros de água para cada litro de cerveja, enquanto outras cervejarias de porte industrial costumam usar 3 litros.
Estados atendidos
Até 2014, os diretores esperam alcançar a capacidade máxima da fábrica, que é de150 milhões de litros de cerveja por ano. Estão previstos para serem atendidos, pela unidade de Pindoretama, os estados do Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas. Maranhão e Bahia ficaram de fora por conta da distância e do custo para atender o mercado dos dois estados, que, segundo o diretor, encareceria o processo de distribuição da cerveja, assim como o produto final.
Outra estimativa da CBBP, é a construção da segunda fábrica da empresa em Pernambuco, até o fim de 2011. João Carlos ainda mencionou que “a expectativa de retorno é conservadora” e prevê cinco anos para obter de volta os valores gastos.
(Por Armando Lima – Diário do Nordeste)

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